Os primeiros registros oficiais que contam a história das lâmpadas datam do século XIX. Foram inúmeras ideias e descobertas a partir do trabalho de mentes incansáveis que deram luz — literalmente — a uma das mais importantes criações da humanidade. A luz elétrica é um fenômeno tão familiar nos dias de hoje que deixamos de perceber o imenso impacto que essa invenção teve na Terra nos últimos séculos.

E tudo começou há mais de 200 anos, quando foram criados os primeiros protótipos do que viria a ser a lâmpada que conhecemos hoje em dia. Conheça essa incrível jornada a seguir!

A corrida pela luz

Em 1809, Humphry Davy, importante químico britânico da Royal Society, cria um arco luminoso a partir de uma tira fina de carbono colocada entre os dois polos de uma bateria. Esse experimento daria origem à famosa lâmpada de Davy e seria o princípio fundamental por trás das lâmpadas elétricas.

Mais de trinta anos depois, Warren de la Rue conseguiu produzir luz e calor com um filamento de platina inserido dentro de um tubo vazio onde passava eletricidade. Diversas variações do modelo foram testadas desde então, mas só em 1875 Henry Woodward e Mattew Evans patentearam a lâmpada que três anos depois seria comprada por Thomas Edison.

A lâmpada de Thomas Edison

Ao contrário da crença popular, Edison não foi o grande pioneiro da história das lâmpadas, mas foi o responsável por desenvolver o primeiro modelo economicamente viável do mundo. Sua lâmpada de pequenas dimensões representava um meio prático e barato de gerar e distribuir luz elétrica, calor e energia.

Até encontrar o filamento ideal Edison usou 6.000 tios de materiais — dentre eles a platina, que foi uma saída para o problema, mas com durabilidade curtíssima. Foi quando ele decidiu utilizar uma linha de costura feita de algodão e envolta em carbono.

E foi com essa linha que em 21 de outubro de 1879 Thomas Edison repete o experimento do criador da lâmpada de Davy. Edison usou bulbo de vidro à vácuo para aumentar a combustão e nele inseriu um filamento de carvão. A luz que acendeu se manteve acesa por cerca de 45 horas.

Depois disso, ele deu seguimento aos estudos dos outros cientistas, criando sua obra prima — a lâmpada incandescente de Thomas Edison.

A importância da nova lâmpada

Antes da lâmpada elétrica, a luz usada nas casas e ruas das cidades era à base de querosene, gás ou óleo incandescente. Essas substâncias podiam causar intoxicações e incêndios, além de não fornecerem uma iluminação eficiente.

A evolução das lâmpadas

Continuando a falar sobre a história da lâmpada, entramos agora na era moderna da iluminação. Confira!

A lâmpada de neon

A lâmpada de neon — muito utilizada em letreiros, além de ser decorativa —, foi criada em 1912 pelo químico francês Georges Claude. Elas são compostas, basicamente, por um tubo de vidro com um gás rarefeito e eletrodos nas duas pontas. O interessante é que é possível mudar a cor da luz alterando o gás utilizado.

A lâmpada fluorescente

Em 1938 chegava ao mercado a lâmpada fluorescente (feita com gás argônio e mercúrio), criada por Nikola Tesla. Esse modelo é muito mais eficiente do que as antigas lâmpadas de filamento (incandescentes e halógenas), pois emite mais energia em forma de luz do que calor, o que também a torna mais econômica. É fundamental observar esse fato, já que a maioria de nós já sentiu o quanto uma lâmpada incandescente pode ficar quente ao toque.

Essa tecnologia fez com que o calor dissipado no ambiente diminuísse, além de gerar uma economia de até 75% em seu consumo.

A lâmpada halógena

A lâmpada dicroica halógena surgiu vinte anos depois — um outro tipo de lâmpada incandescente. Seu filamento de tungstênio, em geral, fica encaixado em um invólucro de quartzo e pode ser aquecido a temperaturas muito altas, produzindo mais luz. O problema é que ela gera mais calor do que as outras lâmpadas, e isso aumenta seu consumo.

Sua vantagem em relação à lâmpada incandescente tradicional é que, por ter o bulbo com elementos halógenos como bromo ou iodo, é mais eficiente e econômica, além de não escurecer e apresentar uma maior durabilidade.

A lâmpada de vapor de sódio

A primeira lâmpada de vapor de sódio surgiu em 1930, mas só em 1962 foi desenvolvido um modelo de alta eficiência luminosa e larga durabilidade. Ela emite luz branca e dourada e é uma fonte significativamente econômica, muito utilizada em avenidas, indústrias, aeroportos e outros espaços amplos.

A lâmpada de LED

Agora passamos a falar sobre a história da lâmpada que revolucionou a iluminação — devido à sua economia e sustentabilidade. Vamos conhecê-la?

A descoberta

Em 1961, pesquisadores da Texas Instruments (Robert Biard e Gary Pittman) descobriram que, ao ser percorrido por uma corrente elétrica, o gás arsenieto de gálio emitia radiação infravermelha — invisível para o ser humano a olho nu.

Um ano depois, em 1962, Nick Halonyak da General Eletric conseguiu gerar luz a partir de um LED (Diodo Emissor de Luz) somente em cor avermelhada — tendo aplicabilidade nos equipamentos que ficam em stand by. Entretanto, somente em 1989 surgiram os primeiros LEDs azuis comerciais que viabilizariam o desenvolvimento dos dispositivos atuais como painéis e TVs de LED.

O funcionamento do LED é por meio de um mecanismo similar ao da lâmpada de Edison: o feixe elétrico passa por chips feitos de material semicondutor, gerando luz, mas com pouco calor.

O futuro da luz

Dez anos mais tarde — praticamente nos anos 2000 — as lâmpadas de LED finalmente chegam ao ramo da iluminação com bastante entusiasmo com as grandes vantagens que o LED apresenta em relação às demais.

Foram diversas descobertas e inovações ao longo da história das lâmpadas e devido à sua longa durabilidade, baixa depreciação luminosa, descarte ecologicamente correto e economia que pode chegar a 80%, a lâmpada de LED é considerada o futuro da iluminação!

Os grandes desafios de Thomas Edison

Luz e Força

Para fazer sua invenção funcionar, Edison criou um sistema de distribuição elétrico próprio para luz e para força — incluindo motores, geradores, soquetes de luz, fusíveis, condutores subterrâneos, além de outros dispositivos.

Usina e Ferrovia

Sua grande conquista no campo da força foi a usina de Pearl Station, em Nova York, que se tornou a primeira central elétrica permanente no mundo a gerar luz e força. Mas ele fez mais… Desenvolveu e operou, ainda, uma ferrovia elétrica (experimental) — um feito visionário.

Imagem e Som

Seus outros feitos impactantes foram a invenção da máquina que faz imagens sequenciais rápidas (kinetoscópio), e a demonstração experimental da sincronização entre imagem e som. Além disso, Edison possuía mais de 1.300 patentes.

Quais os seus reflexos na mudança do comportamento das pessoas/mundo

A primeira e grande mudança da lâmpada foi a diminuição de incêndios em casas e empresas, que ocorriam devido ao uso de velas e lamparinas. Dentre os incontáveis benefícios da iluminação estão:

  • facilita a execução de atividades como cirurgias e procedimentos odontológicos;
  • ilumina cidades — que podem ser vistas até do espaço;
  • facilita nossa rotina em geral;
  • alonga nossos dias;
  • etc.

Comparação da eficiência luminosa entre as lâmpadas

A lâmpada de LED é mais eficiente em relação às demais devido à diferença de consumo de ambas. Enquanto as outras emitiam watts (W), a luz emitida pela tecnologia LED emite luz em lúmens (lm).

Equivalência de watts para lúmens

Uma lâmpada LED de 7 W emite um feixe luminoso com aproximadamente 600 lm, o que é similar às lâmpadas incandescentes e halógenas de 60 W e à fluorescente, de 14 W. A conclusão é que o LED consome metade da lâmpada fluorescente e aproximadamente oito vezes menos do que as lâmpadas incandescentes e halógenas.

Soma-se a isso o fato de que esse tipo de lâmpada produz luminosidade mais forte do que as outras, sendo mais eficiente. Além disso, as outras lâmpadas ainda perdem a intensidade de luz ao longo do tempo, o que compromete seu desempenho. Isso também acontece com o LED, mas em proporção muito menor.

As vantagens da lâmpada de LED

Os benefícios da lâmpada de LED são incontestáveis. Veja quais são eles:

  • alta durabilidade: enquanto uma lâmpada incandescente dura 1.000 horas e a fluorescente 8.000, a de LED pode chegar a incríveis 50.000 horas — podendo durar até 17 anos;
  • economia de energia e de dinheiro: a lâmpada de LED gera economia de 90% na energia mensal;
  • pode trazer beleza aos ambientes devido aos diversos tons de cores e formatos das lâmpadas — como as fitas de LED;
  • a tecnologia não traz malefícios à saúde, pois não emite raios ultravioletas. Além disso, é segura, devido à baixa voltagem;
  • resiste a impactos e vibrações, pois é mais dura por não ter vidros, filamentos, etc;
  • é mais eficiente, ou seja, ilumina mais que as anteriores;
  • não altera a temperatura do ambiente;
  • é ecologicamente correta.

Substituição das lâmpadas incandescentes e halógenas para LED

Apesar de a maioria das vantagens das lâmpadas LED ter sido conhecida desde seu lançamento, a substituição dos modelos incandescentes e halógenos não se deu imediatamente. Isso porque essas últimas tinham valor muito menor se comparado aos outros tipos de lâmpadas.

Porém, desde 2012 até 2016 a fabricação e a importação de lâmpadas incandescentes foram sendo proibidas aos poucos. As últimas a estarem em circulação foram as de 25W. A partir desse ano, os brasileiros passaram a ter três opções de compra: lâmpadas halógenas com bulbo, lâmpadas fluorescentes compactas e, finalmente, as lâmpadas de LED.

A relação da lâmpada LED com a sustentabilidade

Após tantos tipos de lâmpadas, finalmente uma alcançou a fama de ser totalmente sustentável. Os motivos são incríveis, confira:

  • uma lâmpada de LED evita a produção de 25 lâmpadas incandescentes, reduzindo seu descarte na natureza;
  • não irradiam radiação ultravioleta: algumas aplicações que requerem iluminação não podem ou não são seguras com Raios UV;
  • o LED transforma quase 90% de sua energia em luz, enquanto as outras aproveitam apenas 20%;
  • apenas 5% da energia da lâmpada é revertida em forma de calor;
  • não utilizam mercúrio ou outros elementos poluentes e tóxicos;
  • a lâmpada de LED pode ser reciclada.

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