Você sabia que erros na iluminação de ambientes interferem no resultado final da decoração e até mesmo na funcionalidade do espaço? Um canto de leitura mal iluminado ou um espaço para relaxar repleto de luzes brancas são só alguns exemplos de escolhas inadequadas.

Por isso, para acertar no projeto, é muito importante estar atento a alguns detalhes na hora de definir a iluminação dos espaços. Por mais que a princípio pareça simples apenas escolher a lâmpada de LED certa, há muitas particularidades que precisam de atenção.

Neste post, mostraremos os erros mais comuns que você deve evitar. Confira!

1. Escolher a temperatura de cor inadequada para o ambiente

Existem lâmpadas com 2 tipos de temperatura de cor, cada um com sua função específica. Veja só:

Quentes

As lâmpadas classificadas como quentes produzem uma luz de tom mais alaranjado e amarelado, ideal para ambientes aconchegantes, que convidam para o relaxamento, como sala e quartos.

Frias

As luzes frias são brancas e produzem uma luz de tom mais azulado, perfeita para lugares que precisam de muita iluminação, como a cozinha, o banheiro ou o escritório.

Conhecer essas diferenças é fundamental para não errar. A escolha inadequada da temperatura de cor causa muito desconforto, seja pela falta de luz ou mesmo pelo excesso. Por esse motivo, fique atento!

2. Colocar luminárias pendentes em locais de passagem ou abertos

As luminárias pendentes são um charme, mas nos locais certos! Nunca instale esse tipo de iluminação em ambientes de passagem. Isso pode bloquear o caminho e até mesmo causar acidentes. Um exemplo disso são os corredores e os espaços onde há um grande fluxo de pessoas.

Além disso, luminárias pendentes em locais abertos, como em estacionamentos, ficam expostas ao vento e podem quebrar. Esse cuidado é fundamental para que elas durem por mais tempo, e também para que as lâmpadas tenham mais durabilidade. Por isso, evite nesses espaços!

3. Decorar ambientes integrados com luminárias de estilos diferentes

Os ambientes integrados devem ser planejados com a mesma linguagem visual. Por isso, é sempre importante manter o equilíbrio no estilo das luminárias. Elas não precisam necessariamente ser iguais, mas seguir a mesma linha de estilo é fundamental.

Se você tem um belo pendente redondo sobre a mesa de jantar, opte por luminárias embutidas no mesmo formato na cozinha, caso os ambientes sejam integrados. Pode parecer apenas um pequeno detalhe, mas essa mudança faz toda diferença na harmonização, que é a ideia central da integração de cômodos.

4. Posicionar mal as fitas de LED na iluminação de ambientes

As fitas de LED servem exatamente para destacar objetos e elementos arquitetônicos, tornando a decoração mais atrativa e criando uma climatização. Mas saiba que elas só cumprirão essa função se forem instaladas corretamente.

O ideal é que elas sejam colocadas na parte da frente das prateleiras, dentro de um perfil de alumínio com 45 graus de inclinação. Colocá-las atrás de móveis e até mesmo nas escadas também são ótimos locais.

E lembre-se de comprar sempre fitas de LED de boa qualidade, para que não mudem de cor e percam sua luminosidade com o passar do tempo. A escolha deve ser cuidadosa para que sejam duráveis e iluminem com mais eficiência por mais tempo.

5. Não criar uma iluminação secundária

Uma das funções da iluminação também é criar ambientes dentro de um mesmo espaço. Por essa razão, não opte por um sistema único de luz.

Na sala, por exemplo, planeje uma iluminação principal para conversar com amigos e uma secundária para relaxar enquanto assiste à TV, o que também evitará o ofuscamento do aparelho.

Na sala de jantar, a iluminação principal será perfeita para jantares em família. Com uma iluminação secundária, você poderá criar um ambiente romântico para um jantar a dois. Portanto, os ambientes podem ter diferentes funções ao longo do dia e precisam ajustar a luminosidade.

A iluminação secundária é uma grande aliada para criar uma ambientação mais intimista, dependendo da finalidade que o cliente deseja para cada momento.

6. Instalar lâmpadas de má qualidade

A lâmpada errada pode causar uma série de complicações, desde gastos excessivos até desconforto por conta da emissão de calor. As lâmpadas halógenas podem ser citadas como um exemplo desses dois problemas.

Prefira sempre as lâmpadas de LED, que têm o melhor custo-benefício. Além de terem vida útil maior, são mais sustentáveis e econômicas. Chegam a gastar 90% menos de energia! E o melhor: iluminam mais.

Outra vantagem é que as lâmpadas de LED não esquentam o ambiente, o que é muito desagradável. Já as antigas (incandescentes e fluorescentes) estão cada vez mais em desuso. Todos estão percebendo os inúmeros benefícios da tecnologia LED e a tendência é que isso permaneça.

7. Não escolher iluminação certa para ornar com a decoração

Nem sempre esse ponto é levado em consideração, mas saiba que esses dois aspectos são complementares! Qualquer erro pode arruinar todo o ambiente. Tanto a iluminação principal quanto a secundária devem ser bem trabalhadas para atender ao uso do espaço, bem como os móveis e objetos que o cliente quer no local.

A customização é primordial, já que as pessoas têm necessidades distintas e não há um projeto luminotécnico padrão que atenda e satisfaça a todos igualmente. Avaliar os pedidos do projeto e trabalhar em cima disso é o mais indicado. Dessa maneira, a escolha das luminárias é mais efetiva.

Um exemplo disso é um quarto que tenha um espaço home office. Desse modo, o morador precisa que o ambiente seja aconchegante no descanso, mas com iluminação mais forte em outros momentos. Spots direcionados e uma iluminação secundária mais sutil podem ser a solução.

Portanto, ambas as necessidades precisam ser consideradas para planejar a iluminação certa.

8. Esquecer a emissão de calor que as luzes podem gerar

Você já esteve em um local que, por mais que estivesse arejado, o clima quente ainda estava incomodando? Isso pode ser por causa da emissão de calor pelas luzes do lugar! E, sim, além de emitir luz as lâmpadas também são geradoras de calor.

Fisicamente falando, a lâmpada de LED tem baixa radiação infravermelha e isso a faz ter uma caixa carga térmica. Contudo, isso faz com que a troca de energia entre as moléculas dissipe esse calor por todo o material. Ou seja, elas podem esquentar devido a toda função da potência instalada.

Por isso, é recomendável que se observe a emissão de calor de cada lâmpada. Analisar o ambiente em que ela será instalada também é importante para conferir se a peça gerará muito calor ou não. As lâmpadas que esquentam muito tendem a ser menos eficientes e, também, são inimigas da economia! Pois além da luz, você também pagará pelo calor emitido.

9. Não levar em consideração a amplitude de ambientes integrados

As fontes de luz nesses espaços precisam ser variadas. Por serem áreas que abrangem o que seriam cômodos distintos, a iluminação precisa de pontos de luz diversos. Assim, utilizar plafon em conjunto com arandelas e outras luminárias pode ter resultados incríveis.

Quanto maior o local, mais precisará de pontos de luz, e não necessariamente de lâmpadas com maior luminosidade. É necessário sempre destacar essa diferença para que o projeto seja apropriado.

A iluminação também pode ser usada para fazer a diferenciação dos espaços integrados. Como? Ajustando a temperatura das lâmpadas e a intensidade! Em um ambiente com uma sala de visitas e sala de jantar juntas, as luminárias podem deixar um clima diferente entre elas, sem que haja paredes ou móveis que precisem separá-las sutilmente.

10. Colocar iluminação em excesso ou em escassez

Esse é um erro bastante comum. Ou a iluminação é forte demais e causa desconforto ou, por outro lado, é excessivamente fraca e deixa o local escuro e sem vida. O caminho certo para diminuir a possibilidade de erros é colocar uma fonte de iluminação principal e investir em outras secundárias.

Aposte em luminárias de pé, abajures e outros tipos que possam suprir a necessidade dos ambientes sem deixá-los pesados. A quantidade de lâmpadas nem sempre é a melhor maneira de conferir se há luzes suficientes.

Outro detalhe, que poderia ser um dia principal para acertar nesse ponto, é que com as lâmpadas certas e na quantidade ideal há uma maior economia de energia. Afinal, esse sempre é um aspecto com bastante peso para tomar decisões, não é mesmo?

11. Não considerar o layout de cada cômodo

Os espaços de uma residência ou prédio comercial têm áreas bem diferentes, e cada um deles precisa de um tipo de iluminação. Apenas assim é que se entrega a luminosidade necessária sem afetar as atividades de quem frequenta os locais.

Conferir a altura do pé direito, a largura do cômodo e outros aspectos fará com que se tenha uma noção da iluminação correta. E não é apenas o tipo de lâmpada que importa; o fluxo luminoso (quantidade de lúmens) e a temperatura também são pontos-chave para definir o projeto luminotécnico.

Somente tomando as medidas necessárias é que cada espaço terá luzes adequadas e permitirão o melhor uso de suas funções.

Há uma série de erros de iluminação de ambientes que podem facilmente ser evitados. Basta apenas um pouco de conhecimento e vontade de aprender mais para não prejudicar o seu projeto. Escolher as lâmpadas e luminárias corretas é de grande importância para o conjunto decorativo. Qualquer detalhe fora do padrão pode ter efeitos que não serão tão belos, então é preferível evitá-los.

Agora que você já sabe quais são os erros que devem ser evitados na iluminação de ambientes, que tal contar para gente a sua experiência e o que já aprendeu com eles? Deixe seu comentário e vamos conversar!

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