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O que é um diodo? Se você está procurando alternativas para mudar a iluminação da sua casa, provavelmente ouviu esse termo recentemente. É que uma das principais tecnologias de iluminação corporativa e doméstica, o LED, é feita com a utilização de um diodo emissor de luz (origem da sigla LED em inglês, que quer dizer Light-Emitting Diode).

Mas o que faz um diodo, por que essa tecnologia tem tudo a ver com LED e o que você precisa saber sobre ela antes de começar a sua reforma ou projeto luminotécnico? Descubra no artigo de hoje!

O que é um diodo?

O diodo é um tipo de semicondutor composto de dois terminais. Esses terminais garantem que ele conduza energia elétrica em apenas um sentido. Os diodos funcionam como ruas de mão única para a eletricidade e são um componente eletrônico que só funciona quando está diretamente polarizado.

Para determinar o sentido da polarização em um diodo basta olhar para o seu corpo. Uma listra cinza, no sentido da condução, estará sempre assinalada para mostrar de onde a corrente flui. Para que um diodo possa funcionar, o terminal negativo da fonte deve estar ligado a essa listra cinza. Assim ele é diretamente polarizado e pode emitir, entre outras coisas, luz.

Qual a história do diodo?

A história dos diodos se confunde com a história da eletricidade em si. Em 1873, Frederick Guthrie observou que bolas de metal aquecidas, aterradas e próximas a um eletroscópio descarregavam um eletroscópio com carga positiva.

Poucos anos depois, em 1880, Thomas Edison também observou correntes unidirecionais e buscou uma patente sobre a aplicação delas.

Vinte anos mais tarde, um dos funcionários de Edison observou que esse efeito, que passou a ser conhecido como efeito Edison, poderia ser usado como detector de rádio. John Ambrose Fleming patenteou o primeiro diodo em 1904.

Feitos em materiais semicondutores, como o silício ou o germânio, os diodos começaram a se desenvolver ao longo do século XX, tornando-se mais próximos dos diodos que utilizamos apenas na década de 1950. Ali, eles começaram a aparecer em eletrônicos domésticos, como rádios e televisores.

Pouco tempo depois, a viabilidade no uso de diodos para a iluminação doméstica se tornaria iminente.

Como o LED foi descoberto?

A descoberta dos diodos emissores de luz, ou LEDs, ocorreu paralelamente à descoberta do diodo. Em 1907, o pesquisador inglês H. J. Round foi o primeiro a observar o fenômeno de eletroluminescência utilizando um cristal de carboneto de silício e energia. Embora essa descoberta tenha sido um incrível avanço para a ciência, levou ainda mais algumas décadas para que ela fosse utilizada de maneira prática por outro cientista.

O inventor russo, Oleg Losev, é o primeiro a se referir a essa eletroluminescência em 1927 ao replicar os estudos de H. J. Round em seu laboratório. Ainda que sua pesquisa tenha sido distribuída entre os especialistas da época, nos periódicos científicos da Rússia e da Alemanha, não foi ali que o LED se firmou como uma tecnologia para iluminação viável.

É que os materiais e técnicas utilizados pelos cientistas ainda não eram avançados o suficiente para que fosse possível fazer LEDs em larga escala. Ao longo do século XX, muitas pesquisas foram feitas nesse sentido, com destaque para o trabalho de Georges Destriau em 1936 — que observou que a eletroluminescência podia ser produzida com pó de sulfeto de zinco (ZnS) suspenso em um isolador — e de Madame Marie Curie, com suas pesquisas em rádio.

Em 1939 foi patenteado o primeiro dispositivo de iluminação LED, na Hungria. A criação, de Zoltán Bay e György Sziget, era um dispositivo de iluminação SiC, com carboneto de boro, que emitia três cores: branco, branco amarelado e branco esverdeado.

O dispositivo ainda era bastante rudimentar e a única maneira de controlar o tipo de luz emitido por ele era reduzindo as impurezas presentes nos materiais.

Alguns anos depois, Kurt Lehovec, Carl Accardo e Edward Jamgochian avançaram em cima dessa patente, utilizando uma fonte de bateria e um gerador de pulso para acender o LED, além de cristais mais puros que ofereciam iluminação menos opaca e instável.

O primeiro LED comercial

Mas o primeiro LED do espectro visível desenvolvido comercialmente foi criado por Nick Holonyak Jr, um funcionário da General Electric em 1962. Esses LEDs eram diferentes de todos os experimentos tentados até então por dois motivos: eles tinham alto brilho e eficiência, além de emitirem luz vermelha e não branca ou esverdeada como a das tecnologias anteriores.

Poucos anos depois, George Craford, um ex-aluno de Holonyak, inventou os primeiros LEDs amarelos e aprimorou a iluminação obtida com LEDs vermelho e vermelho-laranja. Esses avanços foram fundamentais para que o LED doméstico se tornasse possível.

O final do século XX foi uma época rápida de avanços para a tecnologia LED. Recursos como o LED azul, o LED branco e o LED RGB foram desenvolvidos ao longo do período.

Tais avanços foram fundamentais para que agora, no século XXI, possamos ter projetos de iluminação completos em LED, produção em larga escala dos diodos de iluminação e o melhor custo-benefício na compra dos equipamentos que compõem a estrutura de uma iluminação em LED.

Quais as diferenças entre diodo e LED?

Agora que você já sabe tudo sobre diodos e os diodos especiais que emitem luz, é hora de responder então: qual a diferença entre diodo e LED?

A principal diferença é que, embora todo LED seja um diodo, nem todo diodo é um LED. Emitir luz no espectro visível é apenas uma das coisas que os diodos podem fazer. Outros usos para o equipamento são:

  • na construção de retificadores;
  • na regulação de tensão;
  • na regulação de fontes de alimentação; e
  • na criação de dispositivos de alta-frequência.

O diodo emissor de luz, porém, segue sendo o mais conhecido. Afinal, as aplicações do LED são quase infinitas.

Ele pode tanto ser utilizado nas luzes internas de componentes eletrônicos, como rádios, aparelhos de CD e DVD e até micro-ondas, bem como na iluminação completa de ambientes. Salas, quartos, vitrines, lojas, varandas e tudo mais que a sua imaginação desejar.

O LED se tornou uma tendência na decoração residencial por seu alto valor agregado, economia e durabilidade. Consequentemente, tornou-se também o mais conhecido dos diodos.

Gostou de conhecer melhor o diodo, o LED e a relação entre essas duas tecnologias? Continue aprendendo e veja quais são os tipos de lâmpadas que podem ser utilizados nos seus projetos luminotécnicos.